(21) 2018-0408 Clínica São Vicente da Gávea — Rio de Janeiro
Tratamento 03

Aneurisma

Dilatação focal e permanente de um vaso sanguíneo, com aumento de pelo menos 50% do diâmetro normal. O aneurisma aórtico abdominal é a apresentação mais frequente.

Ilustração de aneurisma da aorta tratado com endoprótese
AneurismaDilatação da aorta: a detecção precoce muda o prognóstico.

O que é

Aneurisma é uma dilatação focal e permanente de um vaso sanguíneo, com aumento de pelo menos 50% em comparação com o diâmetro normal do vaso. A parede arterial se torna mais fina e frágil na região dilatada, o que aumenta o risco de ruptura.

A apresentação mais frequente é o aneurisma da aorta abdominal, mas aneurismas podem ocorrer em outras artérias — torácica, ilíaca, poplítea, esplênica, cerebral.

A maioria dos aneurismas é silenciosa. O diagnóstico precoce, muitas vezes incidental em exames de rotina, é o que permite o tratamento eletivo e seguro.

Tipos e localizações

  • Aneurisma da aorta abdominal: o mais comum, geralmente abaixo das artérias renais
  • Aneurisma da aorta torácica: pode envolver aorta ascendente, arco aórtico ou aorta descendente
  • Aneurisma de artéria poplítea: atrás do joelho, frequentemente bilateral
  • Aneurisma de ilíaca: isolado ou associado ao aórtico
  • Aneurismas viscerais: esplênico, hepático, mesentérico, renal

Sintomas e sinais

A maioria dos aneurismas é assintomática e descoberta de forma incidental em exames realizados por outros motivos. Quando há sintomas, podem incluir:

  • Dor abdominal ou lombar persistente
  • Sensação de pulsação no abdome
  • Massa abdominal pulsátil ao exame físico
  • Em casos de ruptura: dor súbita e intensa, queda de pressão arterial — emergência cirúrgica
  • Sintomas compressivos (rouquidão, dificuldade para engolir) em aneurismas torácicos grandes
Atenção

Dor abdominal súbita e muito intensa em paciente com aneurisma conhecido é emergência médica — procure atendimento hospitalar imediatamente.

Fatores de risco

  • Idade acima de 65 anos
  • Sexo masculino (predomínio)
  • Tabagismo (forte associação)
  • Hipertensão arterial
  • História familiar de aneurisma
  • Aterosclerose
  • Doenças do tecido conjuntivo (síndrome de Marfan, Ehlers-Danlos)

Diagnóstico

  • Ultrassom abdominal: exame inicial, simples e barato; ideal para rastreamento
  • Angiotomografia (angio-TC): exame padrão-ouro para planejamento cirúrgico — define dimensões, formato e relação com ramos arteriais
  • Angiorressonância: alternativa em pacientes com restrição ao contraste iodado

O acompanhamento de aneurismas pequenos é feito com ultrassom periódico — o objetivo é monitorar o crescimento e indicar a cirurgia no momento certo.

Tratamento

1. Acompanhamento clínico

Aneurismas pequenos podem ser monitorados com exames periódicos e controle rigoroso da pressão arterial e do tabagismo, principal fator de progressão.

2. Tratamento endovascular (EVAR / TEVAR)

Procedimento minimamente invasivo: através de pequenos acessos nas artérias femorais, uma endoprótese é posicionada dentro da aorta para revestir a área dilatada e excluir o aneurisma do fluxo sanguíneo. Recuperação significativamente mais rápida que a cirurgia aberta.

3. Cirurgia aberta convencional

Indicada em casos selecionados (anatomia desfavorável para endoprótese, pacientes jovens com expectativa de vida longa). A área dilatada é substituída por uma prótese de tecido sintético costurada às artérias.

4. Emergência (aneurisma roto)

Cenário de altíssima gravidade. O tratamento, sempre que possível, hoje também é endovascular, com taxas de sucesso bem superiores às décadas passadas — desde que o paciente chegue ao hospital a tempo.

Avaliação especializada para aneurisma com diagnóstico no local.

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